Como num esplendoroso e estridente luzeiro, surge alguém do nada, perfumando meus caminhos tortuosos e estendendo-me uma flor cultivada pelo tempo de espera, dizendo baixinho: ‘Volte a ser criança, desmoralize o relógio, cronômetro das eras vividas ao lado do joio, e colha nos teus recintos de luz os primeiros raios de sol refletidos em poças d’água em novas manhãs de primavera.’
Renove teus brotos de ressurreição e ascenda como fazem os pássaros nos gritos de um novo dia.
Sim, vá aos pântanos e conclua que mesmo sob a lama escura e fétida de um solo aparentemente desvinculado de vida, ocorrerá uma nascente de brilho, esperança e fé.
O nome de tudo isso? O presente de uma simples flor do campo.


