Sair por aí com sapatos nas mãos e cabelos despenteados, livre e solta, e seguir um caminho uniforme, brincando de esconde-esconde com as asas de um beija-flor.
O que estou sentindo neste momento?
Uma paz infinita que aflora de debaixo da minha velha e surrada rede, erguida propositadamente entre árvores, apenas para tomar banho de folhas caídas, em um colo repleto de narrativas escritas, prontas para serem levadas pelo correio do coração.
Visito lugares onde a atmosfera é impregnada de luz, para expressar pensamentos suaves, sem depender exclusivamente do outro, que carrega correntes e restrições.
Há liberdade abundante entre os lírios que florescem nos campos.
Seguirei esse caminho sempre que alguém bater à minha porta faminto por pão e água, e depois indicarei a sombra do carvalho para que possam repousar, enquanto velo o breve sono de um forasteiro que se tornou residente em minhas terras interiores.
Sei que há lugares onde as auroras pintam de forma única e exclusiva, em um cenário celestial, um sol com contornos boreais, e é para lá que estou indo agora!


