Vem, solidão, senta-te aqui e me diz por que nasces.
Dize-me onde ficaram meus livros e os gritos de liberdade, tão profundamente trabalhados em meu ser.
Quero as respostas antes que este solo encharcado de lágrimas e renúncias trave meu corpo em um silêncio sem retorno!
Sim, solidão, fala-me aos ouvidos, porque tudo isso segue para o vale das sombras e da morte, sem sequer a certeza de um simples reconhecimento de que um dia estive aqui.
Aproxima-te mais, solidão, permite-me ao menos entender esse tormento que me impões, a falta de amor que reina absoluta nos campos de batalha, seja nos quintais ou nos gabinetes presidenciais.
Necessito deste entendimento para iniciar mais uma narrativa sobre mim mesma, antes de me transformar em uma mera réstia de sol nas paredes sombrias do meu quarto.


