Inocente e puro, cheguei a este mundo com um suave suspiro de vida, sem saber ao certo como ler o secreto idioma tão claramente expresso no olhar profundo de minha mãe.
Suguei a essência desse leite que fluía de suas fontes e me vi adormecido em seu colo seguro.
Fui um rebento trazido para iluminar este chão repleto de grandes segredos, nos corredores de galerias e exposições, com assinaturas de mestres que ainda não foram lidos, mas que não se cansam de criar, apenas para aqueles que sabem fazer a verdadeira leitura da criança existente nos gestos de um gigante pequeno, chamado criação.
Agora, ponho-me de pé e já ando sem precisar das mãos da madre, caminhando de maneira decidida.
Dirijo-me aos labirintos desta sala, onde desfilam valores saídos da tela do tempo para deixar fixado neste espaço um sinal de eternidade.


