Que Visão

Que Visão!

Algo bastante inusitado chamou minha atenção nesta manhã chuvosa, quando os sonhos de um poeta solitário desejavam permanecer um pouco mais quietos.

Ao longe, desfilavam dois personagens deste evento: um passarinho quase despenado, perambulando pelo jardim em busca de alimento, e logo depois, um cadeirante deixado à margem de uma sociedade em busca de mãos para ajudá-lo a se erguer de sua condição desprovida de asas para decolar do chão.

Por alguns segundos, fez-se um palco diante de um esplendoroso espaço entre a vida presente e a maior plateia.

E antes que as luzes se apagassem, os dois se encontraram e, em uma sagrada e suprema celebração de amor e companheirismo, vi-me de pé, com meu passarinho renovado em sua plumagem, conduzindo-me pelas alturas inalcançáveis!

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