Acompanhada por um companheiro de certa forma calado, de nome melancolia, sentei-me em um banco numa tarde fria de inverno, e ao seu lado observávamos rostos distantes.
Percebi, nas falas e passos apressados, o distanciamento distorcido dos afagos mais preciosos da vida: um aperto de mãos, olhares que deveriam traduzir um chamado de outros para convites à festa sagrada da união, que se confraternizariam numa aproximação de luz e fé.
Ao fazer minha costumeira e pensativa releitura desses seres que, como eu, fomos embriões, fui direto às nascentes para saber o porquê de tantas divergências e alienações.
Voltei-me para a face de meu companheiro e propomos caminhar mais um pouco nesse final do dia.
Quem sabe amanhã continuaremos a escrever na linha do tempo mais uma página desse livro.


