Não, não parta do solo dos teus próprios sonhos e risos estridentes, pelo menos antes de sussurrares algo bem baixinho, bem próximo ao ouvido: Lembra-te das páginas de um livro colorido, repleto de figurinhas e cavalos alados que voaram em direção aos céus da tua juventude?
Recordas o colo macio de tua mãe, recitando uma história de Branca de Neve, ao ritmo tranquilo de dois corações, abrindo portas para os que foram felizes para sempre?
Pois foi exatamente assim que alguns poetas de hoje forjaram suas trajetórias.
Em narrativas inocentes, plantavam-se jardins e florestas produtivas, povoadas por príncipes e princesas, formando um desfile de temas futuros para o amor e aventura.
Fico pensando sobre como deve ter sido a infância e juventude de cada autor, mergulhados em realidades e inspirações, traçando linhas e coordenadas que permitiram esse maravilhoso intercâmbio cultural, mesmo na ausência física.
Essa concepção criativa surgiu para afirmar a unidade sagrada da palavra silenciosa de cada um de nós, para semear o próprio tempo com dádivas divinas infinitas!


