Cai a tarde, e suavemente me sento perto do jardim, onde tantas vezes esperei pelo amor. Sem saber ao certo se ele chegaria, coloco flores do campo em meus cabelos.
Meio envergonhada, escondo esse desejo audacioso, ansiosa por ver meu amor se aproximar.
Sem jeito, ele se aproxima dos meus desvairados sonhos de um enamorado.
Com os olhos fechados, aguardo, entre as páginas do tempo, esse momento sublime de ternura, paz e aconchego.
Quero tê-lo perto do meu corpo, como a chuva que mata a sede da terra e como as águas de um rio que buscam o oceano para se misturar com ele.
Corro para esse mundo e, em um abraço profundo, quero me imortalizar no calor de seus beijos.
Desejo calar essa voz interior que grita mais alto que meus instintos de fêmea e desejo deixá-lo adormecer em um colo preparado para velar o seu sono.
Pedirei que me ame com paixão até as últimas consequências, e antes disso, desejo escrever um poema no seu corpo, repleto de viagens imagináveis.
Após nossa jornada ininterrupta, desejamos descansar como um resto de sol sobre o mar.


