Caminhando por ruas desertas das solidões e sorrindo diante de lágrimas derramadas.
Bem perto dos muros que dividem os maiores sentimentos humanos, há alguém que observa os lampejos de luz surgindo a partir de desejos em todas as direções e curvas que serpenteiam em direção às metas.
Uma chama abrasadora, um grito ecoando nas profundezas da alma humana, onde a flora desperta em uma profusão de cores e quedas d’água.
No ato de pintar as paredes interiores, descubro-me mergulhando abstratamente no âmago de tudo, para criar as obras mais belas que existem, mesmo sabendo que meu idioma secreto não será compreendido por todos.
Adormeço nas noites sobre a grama orvalhada pelo sereno noturno, enquanto brinco nos banhos dos sonhos, reescrevendo outras histórias de amor.
Sim, existe um ser singular perambulando pelas esquinas, observando os passeios por onde transitam as gazelas e sentindo o eco ensurdecedor das tempestades.
Ele se desnuda e alça voo em direção à sua própria liberdade particular!


