Poesias

Nave

Nave

Há uma nave logo ali, sobrevoando bem próximo ao aeroporto, sem teto para descer até o piso permitido. É que no brilho intenso de suas asas, decodifica nesse entardecer mensagens secretas de um infinito a ser entendido logo após meu embarque rumo aos mais distantes planetas que gravitam cosmos afora. Saio do meu chão, como

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Sozinha

Sozinha

Um sonoro e pausado canto de cigarra me desperta logo cedo nas árvores distantes de minhas antigas primaveras. Percebo que devo me voltar para as páginas de um livro a ser escrito nas entrelinhas de minhas mais novas e profundas inspirações. Tomarei as rédeas de um pônei e seguiremos as pegadas da brisa que banham

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Me Perguntei!

Me Perguntei!

Ainda sinto uma profunda e dolorida dor nos pés, provocada pelas passadas pausadas no solo do meu ártico. No corpo, um frio distante de tudo e todos; talvez me falte a força de um albatroz a fazer um pouso programado em meio às adversidades, para que, num reflexo de tudo até aqui vivido, onde minhas

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Areias De Ontem

Areias De Ontem

Ainda sinto nas mãos de hoje vestígios dos últimos grãos de areia, onde na plenitude de uma infância serena e pura, criava nos aposentos das minhas paredes internas castelos coloridos com asas de borboletas azuis e o canto dos pássaros. Lembro que, ao traçar linhas no caderno abstrato de minhas declamações, me sentia parte de

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Sonhava Em Crescer1

Sonhava Em Crescer

Sonhava em crescer logo para alcançar aquela estrela distante, poder tocar levemente a dimensão de seu brilho, onde em noites de luar preparava o espetáculo de uma estreia como colombina, enfeitada de poetiza, embriagada pelos infinitos sonhos dos enamorados e apelos dos apaixonados palhaços. Flutuaria descompassadamente por entre picadeiros onde seria tudo, menos tristezas e

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Falaram Que...

Falaram Que…

Acompanhada por um companheiro de certa forma calado, de nome melancolia, sentei-me em um banco numa tarde fria de inverno, e ao seu lado observávamos rostos distantes. Percebi, nas falas e passos apressados, o distanciamento distorcido dos afagos mais preciosos da vida: um aperto de mãos, olhares que deveriam traduzir um chamado de outros para

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Renascer

Renascer

As primeiras chamas de uns reflexos aparecem mansamente na parede do meu quarto. Acho que tem alguém muito abstrato e de difícil acesso tentando deixar um recado. Percebo que não mostra seu rosto nem seu corpo e me estende um suave véu do seu amor, cobrindo-me de luz e risos. Presenteia-me com uma manhã repleta

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De Repente Voltei1

De Repente Voltei

Como num esplendoroso e estridente luzeiro, surge alguém do nada, perfumando meus caminhos tortuosos e estendendo-me uma flor cultivada pelo tempo de espera, dizendo baixinho: ‘Volte a ser criança, desmoralize o relógio, cronômetro das eras vividas ao lado do joio, e colha nos teus recintos de luz os primeiros raios de sol refletidos em poças

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