Não vês que saí recentemente de um novo e desafiador renascimento?
Insistes em tomar-me em teus braços para me tornar cativo de tuas emoções, oferecendo um cálice de um sentimento temporário, enquanto busco os céus e o cobertor das estrelas?
Para de seguir meus passos, pois pertenço às galáxias e costumo embrenhar-me nos pântanos a fim de sentir, sorrindo, a orquestra dos sapos e rãs antes do início da festa do amanhecer!
Por que gritas assim, interrompendo o fluxo sedento de minha inspiração, contornando a fonte criadora de ideias e desejos, se não pertenço a ti!
Saí de um embrião fertilizado por um poderoso atrito e, por entre as pedras de um precipício, tornei-me flor numa queda lenta para desaguar no colo macio de um rio, onde deves banhar-te para finalmente beber um pouco dessa água companheira das gerações e dizer: Ela passou por aqui.


