Rasante

Rasante

Estou calma e bebo, nesta linda manhã, do caloroso cálice da tranquilidade.

Revejo meus últimos pontos de fragilidade contemplativa em torno de um mundo que desafia minha estabilidade emocional, para estender minha esteira e um floco de papéis em branco, para depois de um breve pouso, voltar às minhas considerações.

Sobrevoo neste exato momento sobre as copas das árvores e sinto o perfume das flores e os espaços calmos da fé.

Percebo de perto a quietude estabelecida pelos campos onde o homem ainda não desvirtuou com defensivos, e sinto a necessidade de um reflorestamento e proliferação de novas sementes de paz.

É preciso vestir a natureza de poesia e dizer a mesma que somos suas vertentes e desaguarmos em seus leitos as nossas fontes de luz.

São inúmeras as vezes onde, ao me ver como as cores das borboletas, vou aos pântanos beber desse oxigênio e sentir de perto toda essa magnitude presente, supremo de inspiração e grandeza.

À tarde, ao retornar desse passeio por entre os céus e as curvas dos rios, banhar-me-ei demoradamente nas cascatas que descem por entre os paredões de minhas tão aguardadas inspirações, para receber a iluminada supérflua e, juntas, irmos ao encontro de nosso infinito!

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